quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

dos Comentários (28) - a espera, a espora, e o esporo

A notícia aparece no Expresso, num breve artigo de Virgílio Azevedo, e foi aqui indicada por um comentador anónimo:

Um estudo que procurava determinar a vegetação antiga dos Açores, baseado em sedimentos de poléns, esporos, depositados na Lagoa Azul, concluiu que a ilha de S. Miguel teria habitação humana, por volta do ano 1287, ou seja, 150 anos antes da data oficial reconhecida para a descoberta dos Açores.
O artigo científico está publicado aqui (o acesso é condicionado à subscrição da revista), mas o resumo é acessível:

"Vegetation and landscape dynamics under natural and anthropogenic forcing on the Azores Islands: A 700-year pollen record from the São Miguel Island
- Quaternary Science Reviews. Volume 159, 2017, Pages 155–168.
- Autores: Valentí Rull, Arantza Lara, María Jesús Rubio-Inglés, Santiago Giralt, Vítor Gonçalves, Pedro Raposeiro, Armand Hernández, Guiomar Sánchez-López, David Vázquez-Loureiro, Roberto Bao, Pere Masqué, Alberto Sáez
- Instituições dos autores: Institute of Earth Sciences Jaume Almera, Botanic Institute of Barcelona; CBIO - Univ. Açores; Instituto Dom Luiz - Univ. Lisboa; CICA - Univ. da Coruña; Edith Cowan University, Joondalup, Australia; ICTA - Universitat Autònoma de Barcelona; University of Western Australia, Crawley.
Resumo: The Azores archipelago has provided significant clues to the ecological, biogeographic and evolutionary knowledge of oceanic islands. Palaeoecological records are comparatively scarce, but they can provide relevant information on these subjects. We report the palynological reconstruction of the vegetation and landscape dynamics of the São Miguel Island before and after human settlement using the sediments of Lake Azul. The landscape was dominated by dense laurisilvas of Juniperus brevifolia and Morella faya from ca. 1280 CE to the official European establishment (1449 CE). After this date, the original forests were replaced by a complex of Erica azorica/Myrsine africana forests/shrublands and grassy meadows, which remained until ca. 1800 CE. Extractive forestry, cereal cultivation (rye, maize, wheat) and animal husbandry progressed until another extensive deforestation (ca. 1774 CE), followed by the large-scale introduction (1845 CE) of the exotic forest species Cryptomeria japonica and Pinus pinaster, which shaped the present-day landscape. Fire was a significant driver in these vegetation changes. The lake levels experienced a progressive rise during the time interval studied, reaching a maximum by ca. 1778–1852 CE, followed by a hydrological decline likely due to a combination of climatic and anthropogenic drivers. Our pollen record suggests that São Miguel were already settled by humans by ca. 1287 CE, approximately one century and a half prior to the official historically documented occupation of the archipelago. The results of this study are compared with the few palynological records available from other Azores islands (Pico and Flores).
Traduzindo rapidamente, a paisagem era dominada por laurissilvas, cuja presença hoje é apenas significativa na Ilha da Madeira (a Laurissilva da Madeira é paisagem UNESCO). Essa vegetação foi substituída com a colonização oficial no Séc. XV, e depois mudada de novo nos séculos XVIII e XIX. 
A análise dos pólens sugere adicionalmente a ocupação humana por volta de 1287 (ou seja, em reinado de D. Dinis).

No artigo do Expresso refere-se que "... há historiadores que defendem que os Açores já eram conhecidos antes, baseados em mapas de 1339 onde as ilhas do Corvo e de São Miguel já estão assinaladas, embora com nomes diferentes (Corvinaris e Caprara, respetivamente)"... e o mapa/portulano de 1339 é atribuído a Angelino Dulcert, onde aparecem as ilhas, mas a uma latitude mais condicente com Madeira e Porto Santo.

Parte do mapa de Angelino Dulcert -1339 (wikipedia), com ilhas nomeadas.

Os pequenos esporos, tal como estes mapas antigos revelam apenas uma parte da evidência, que espera que uma espora decisiva nos cavalgue das trevas, para a luz. 

16 comentários:

  1. Não sei se é do Vosso conhecimento o Blog "Templários Portugueses", de qualquer forma envio-lhe o endereço de uma postagem feita no blog, onde afirmam que a frota Templária "desaparecida", após o ocorrido em 1.307, teria se refugiado nos Açores. Várias outras postagens estão relacionadas com o assunto. Fica a dica.
    Aproveito para o parabenizar pelo seu Blog.
    Atenciosamente,
    Luis Antonio

    http://templariosportugueses.blogspot.com.br/2013_09_01_archive.html#6601487937546128377

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    1. Caro Luis Antonio,
      obrigado pelo comentário.
      No ano passado já me chegou um email dando conta de uma história reportada nesse blog, referente à estátua da Ilha do Corvo:

      http://templariosportugueses.blogspot.pt/2013_09_01_archive.html#7521094508384127427

      onde se diz:
      A partir do ano do Senhor de 1200, ano em que alcançaram uma vasta massa de terra desconhecida, os Templários sediados na ilha Atlântica de S. Miguel fizeram várias expedições ao que consideraram o Novo Mundo (a actual América do Norte e Canadá) e exploraram por diversas vezes a sua costa mantendo estreitos contactos com alguns dos nativos.
      Em 1247, um mestre canteiro de nome Gonçalo Davo (ou de Avô, vila beirã) propôs a construção, na ponta da última ilha (Ponta do Marco, na ilha do Corvo) de uma estátua que simbolicamente sinalizasse a rota Templária.
      Queria assim deixar um testemunho Templário para quem ali passasse em direcção ao Ocidente.


      Entre outras coisas, refere-se ainda um nome "Qahuata", dizendo:

      "Além é Qahuata, o outro lado do mundo. E este é o caminho português."

      Acerca deste nome, só o encontrei numa referência a uma "Assembleia Templária Internacional":
      http://sp07.webnode.pt/news/a-estatua-que-a-tormenta-levou/
      que presumo ser das mesmas pessoas.

      Não lhe sei dizer mais nada, porque mais nada encontro.

      Uma coisa são afirmações consubstanciadas em referências disponíveis, outra coisa são afirmações inverificáveis, como numa fábula. Normalmente as fábulas estão identificadas como tal, mas nem sempre é o caso.
      Duma forma ou doutra, são um beco sem saída, que não nos leva a mais lado nenhum.

      Posso até simpatizar com algumas afirmações reflexivas de boas intenções, constantes nesse site, mas para além disso, é apenas o associar-se a uma herança templária... e há centenas dessas associações pessoais, ou de grupos, pela internet fora.

      Cumprimentos.

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  2. Caro Da Maia

    Depois do Da Maia, ter trazido para esta discussão o Trabalho do Professor Ludwig Schwennhagen sobre as navegações transatlânticas do Egipto e de Tiro, depois do José Manuel de Oliveira ter trazido as navegações da Rainha Hatshepsut, e os murais de Dair-El Bahari, onde se vêm claramente espigas de Milho, sabendo-se que os mais antigos vestígios de Milho estão nas Ilhas do litoral do México e datam de há 7 600 anos; depois de eu lhe ter recordado o Manuscrito 512, onde se descreve uma Estátua idêntica à da Ilha do Corvo, depois de sabermos que existem artefactos Romanos nas Américas, e sabermos, que as navegações Portuguesas são muita anteriores ao Infante Dom Henrique (basta olhar para os Mapas), vêm agora dizer-me que quem descobriu os Açores foram os Templários? Poupem-me! O Marketing Templário, já toca a Paranóia! É pior que o Marketig Fenício, que esse ao menos anda calado desde que se descobriu que o ADN original é da Península Ibérica.

    Abraço

    Maria da Fonte

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  3. Cara Maria da Fonte, temos que ter paciência... faz-me lembrar esta descrição:

    Il paroit que ces nouvelles decouvertes avvoient fait alors beu d'impression, puisqu'en 1525 Garcie de Loyasa Chevalier de Malte étant arriver aux Isles Moluques avec une Flotte Espagnole, y trouva des Portugais, avant qu'ont sçut en Portugal qu'il y en êut ces lieux.
    Et le même Amiral s'étant avancé au seconde degrée de latitue méridionale, jusqu'à l'Isle de Saint Mathieu, qu'il trouva déserte, y remarqua néanmoins plusieurs traces des Portugais; car, sans compter divers arbres frutiers, & quelques troupeaux apprivoisés, il lut sur l'écorce d'un arbre une Inscription que lui apprit que les Portugais avoient été dans cette Isle dix-sept ans (24 no inglês) auparavant.
    Ils y avoient joint la célébre divise du Prince Henri, Talent de bien Faire, suivant l'usage des Matelots de leur Nation, qui lassoient ce témoignage de leur arrivée dans tous les lieux où ils abordoient.


    http://alvor-silves.blogspot.pt/2015/09/mesa-para-sandwich.html

    ... ou seja, quando os espanhóis (e outra malta) andaram a reclamar ilhas e continentes, chegavam lá e davam de caras com uma placazita a dizer "Talant de bien faire"!
    Portanto, minha cara, parece tão provável que os templários tenham sido os primeiros a chegar aos Açores, quanto que os americanos tenham ido à Lua em 1969, e quando chegaram terem dado com uma placa a dizer "Talant de bien faire"...

    Afinal para Colón os habitantes da América ficaram todos "índios", e as Companhias das Índias, insistiram no "erro" por séculos, só distinguindo as Índias pelo epíteto de serem Índias Ocidentais ou Índias Orientais.

    Dir-se-ia que confundiam a noção de Índias com a noção de Colónias.
    Tanto havia colónias a ocidente como a oriente...
    Mas, até em Colónias, temos o prefixo de Colón, que esta coisa é intestina, e Colón vem da mesma Cola, que é a Cola do Dragão.

    Por isso, quando o epíteto é Cristovão Colón, parece-me dizer "por Cristo vão colonos".
    Aliás o próprio nome "Cristo-foro" significa em grego "leva Cristo" - daí o emblema de S. Cristovão, ser levar Cristo... onde? - ao "colo".

    Portanto, era uma questão missionária, e quando em Agosto de 1492 os espanhóis conseguiram meter o Borja (depois Bórgia) como Papa Alexandre VI, passados 2 meses tinham pronta a campanha de Colonização pelo Colon adentro.

    Nessa fase os índios americanos ainda não sabiam que eram "índios", nem sabiam a profundidade da colonoscopia a que iriam ser sujeitos.

    Abraços.

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  4. Mais uma vez obrigado por mais um post pertinente, penso que o artigo a que o primeiro comentário se quer referir é este.
    (II) A rota secreta
    "Após anos de recolha de informação naval, os nossos Irmãos Templários passaram à compilação dos relatos, registos e dados cartográficos de que resultou a riquíssima colecção de tratados da arte de marear que guardamos até hoje.
    "Navalica" resume o que de melhor contêm esses tratados e conta a História das Navegações com Marca templária.
    Era pensamento comum, nesta época tão recuada como era o século XII, que "contra o vento não se podia fazer navegação oceânica com proveito". Dizia a prática que os ventos predominantes não permitiam navegar directamente para Ocidente com os existentes navios de vela quadrada.
    A única solução que parecia viável era rumar a Sul.
    Era a única porta aberta.
    Os Templários viram neste impedimento uma oportunidade única.
    Possuidores de extraordinário sentido de inovação, decidiram que iriam tomar partido das dificuldades e fazer o que a todos parecia impossível.
    Se mais ninguém o sabia ou podia fazer, então isso era bom para o sigilo Templário.
    Adaptaram as velhas velas árabes triangulares a barcos preparados para o alto mar, melhorando as suas características técnicas e o desempenho em deslocação.
    Apuraram o sistema de orientação e posicionamento 'sem a costa à vista', que os árabes usavam regularmente e na posse de todo este conjunto de melhorias, os agora Cavaleiros do Mar partiram para a navegação à bolina, contra o vento e sempre para Ocidente.
    Após algumas tentativas, chegaram finalmente em Agosto de 1198 ao grupo de ilhas que haveriam de ser conhecidas mais tarde pelo nome de Açores.
    Dois anos mais tarde atingiriam a costa norte do grande Continente desconhecido.

    Estava assim criada, graças ao espírito aventureiro dos Cavaleiros do Templo Português, a rota secreta para o outro lado do mundo.

    Fr. José da Anunciação
    Cavaleiro d'OrCa:TemPo"

    Este Navallia tem muito que se lhe diga... Entretanto esta coisa dos Fenícios, Gregos, Romanos e Templários/Kabalistas nos Açores, deixa o mesmo rasto da metástase do W. Tarpley. Esta parece-me uma aula interessante https://www.youtube.com/watch?v=hzyq4BXTkhQ&t=1978s

    Cumprimentos.

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    1. Caro MBP, não encontro nada sobre "Navalica" ou "Navallia". Portanto, a menos de uma indicação de referência acessível.... estaremos a falar sobre nada!
      Isto, tal como quase o resto desse site, lança nomes, suposições, sem qualquer outra fundamentação. Seria como eu lançar aqui que os segredos da humanidade estão escritos num manuscrito chamado "Chiri bi tatá", herança que me foi passada dos antigos xamãs turdulos...

      Quanto ao vídeo de Tarpley, é interessante, mas falta-lhe a consistência de Manuel Figueiredo:
      http://alvor-silves.blogspot.pt/2011/07/as-sete-monarquias.html

      Cumprimentos.

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  5. Uma boa conversa sobre os templários portugueses.

    https://www.youtube.com/watch?v=70YiOXiGw6g

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  6. Sobre a presença Lusitana nos Açores e e na Madeira no séc V. Já o tinha lido no livro de Rainer Daehnhardt, "Portugal, a Missão que Falta Cumprir" mas nada como ouvi-lo. A partir do minuto 15.

    https://www.youtube.com/watch?v=aWtHK4BmzX0


    Ab

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    1. Mais uns links que juntarei ao próximo "dos Comentários".
      A teoria de "Freddy Silva":
      https://www.gaia.com/person/freddy-silva
      faz bastante sentido.
      No entanto, sendo assumida como "alternative history" entra mais no campo das obras de ficção, evitando o confronto com a "official history", e permitindo vender livros, o que será a sua actividade.
      Seja como for, se há documentação, como ele afirma, isso é independente de como ele vende a história. De qualquer forma, creio que ele negligenciou que se o propósito inicial das Cruzadas era Jerusalém, a Reconquista Ibérica não deixou de entrar no plano geral dos cruzados, até por pedido dos reis ibéricos.

      Quanto ao vídeo do Rainer, é igualmente interessante, mas se houve coisa que eu procurei nos Comentários da Guerra da Gália, de Júlio César:

      https://archive.org/details/caesarscommentar07caes

      ... foi uma referência a Lusitanos, e nunca encontrei.

      O Rainer afirma que há lá uma frase que diz que os Lusitanos usavam velas triangulares, cozidas com lã de ovelha. Pois, eu não sei onde é que isso está, a menos que ele tenha uma versão muito diferente...

      No que diz respeito a isso, o que li na Guerra da Gália, foi o relato da batalha naval com os Venetos, no "Mar Oceano", onde César reconhece que os Romanos eram claramente inferiores:
      http://alvor-silves.blogspot.pt/2016/04/druidas-segundo-pinho-leal.html

      ... e nada que remeta para lusitanos!

      Obrigado, João.

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    2. Nunca mais me lembrei de ir verificar isto mas lembrei-me de repente porque estava a ver este documentário https://www.youtube.com/watch?v=YgAZt65tjHo

      Penso que Rainer menciona no seu livro de "Portugal a Missão que falta cumprir" que são os vandalos que os lusitanos assistem na sua conquista do Norte de Africa. E é aqui que supostamente surge a questão das velas triangulares lusitanas. Nessa conferência poderá ter-se confundido, suponho eu. Não sei qual será a sua bibliografia mas posso ir verificar no seu livro a citação que ele faz do caso.

      Ab

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    3. Oh, afinal já sabe deste assunto das velas lusitanas

      http://alvor-silves.blogspot.pt/2014/09/dos-comentarios-8-do-octavio.html

      " No Século V, Giserico Rei dos Vandalos (batizado em Lisboa, Cristão Ariano), depois de falhado o cerco de 10 anos para a conquista de Cartago, contratou uma Armada Lusitana para proteger o seu exército e deu-se uma batalha naval em Tunis, onde os Lusos defrontaram a maior Armada Romana alguma vez reunida, mais de 1000 navios em que aproximadamente 300.0000 soldados a compunham, os guerreiros Lusitanos usavam técnicas muitos avançadas de guerrilha e contra-guerrilha, como os lança-chamas e a vela latina (séculos antes dos Árabes) que lhes permitia virar o seus navios a 45º em apenas meio minuto enquanto um navio Romano levava meia hora para a mesma manobra, a batalha durou apenas um dia."

      Ainda se lembra da fonte? Gostava de ler.

      Cumpts

      JR

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    4. Caro João, obrigado pelos vários comentários.

      Reparei que entretanto, também porque os comentários ficaram cada vez mais escassos, acabei por me esquecer de fazer um Post acerca destes assuntos dos links...

      Quanto a esse texto é "dos comentários" e no caso concreto estou a citar directamente o Bartolomeu Lança, que foi quem enviou a informação.
      Se ele ainda fizer o favor de aparecer por aqui, talvez possa-nos dizer exactamente a fonte de onde retirou. Pela minha parte também irei ver o assunto.

      Um abraço.

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  7. Caro Da Maia é a essa dúbia interpretação que me quero referir, principalmente pelo histórico de contra informação que está associado a essa (des)ordem.

    Desconhecia o trabalho de Manuel Figueiredo que vou agora ver com atenção.Quanto ao trabalho do Trapley penso que escolher a dimensão do culto para visualizar fio condutor ao longo da história é, para mim, de uma pertinência sem precedentes. Quer pela clareza do modelo quer pela qualidade dos resultados... recordo que a Lucy’s Trust e o seu enigmático papel nas Nações Unidas...
    O Direito como denominador comum, também poderia trazer resultados interessantes... uma das exigências dos venezianos para financiar expedições e conquistas era a instalação das leis -“direito”- que os próprios desenharam.

    Caro Paulo Ribeiro, desconhecia Rainer Daehnhardt, vi o video e pareceu-me muito interessante. Obrigado

    Cumprimentos

    MBP

    P.s. Gostava de ler as cronicas originais do cruzado Osberno, não a do cerco a Lisboa, a que descreve a viagem que fez ao longo da costa, alguém sabe onde posso ter acesso. Obrigado

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    1. Sim, sem dúvida que não falta desinformação e contra-desinformação.
      Não conhecia o Lucis Trust... mas a insistência na ligação a Lucifer, ainda que isso signifique apenas "portador da luz", e tem o mesmo sufixo latino "fer" que está em Cristofer como "portador do ungido", sabendo da conotação que tem, ou é simples provocação parva, ou sinistra... no que vai dar quase ao mesmo.

      Sim, o Direito é a arma preferida da maçonaria, e já era antes da aristocracia, no sentido em que se aplicava aos outros, mas não aos próprios. Já Agostinho de Macedo se queixava que o propósito da instalação de um parlamento (que ao contrário das cortes, passaria a vida a legislar) era confundir a população com uma inundação de leis, que só serviriam o engano, invocando umas para acusar, mas tendo outras de reserva, para os conhecedores se safarem...

      Cumprimentos.

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  8. Vou tentar pelo pela bibliografia do livro de Rainer que tenho em casa descobrir a fonte da sua citação ;)

    Ab

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