Alvor-Silves

domingo, 5 de janeiro de 2020

Alvo de Maia - volume 10

Está feita a acta de 2019.
Um PDF de 365 páginas para juntar aos anteriores, fazendo agora um total de 3668 páginas.


Alvo de Maia - Volume 10 (2019)

Agradecendo as contribuições de José Manuel de Oliveira, João Ribeiro, David Jorge e IRF.

Todos os volumes estão disponíveis em

13 comentários:

  1. Boa tarde,

    Como explicar isto...

    Acontece-me muitas vezes incorrer no erro de dar algo por garantido e acabar por não lhe dar o devido valor. Como está lá sempre, percepcionamos com segurança a sua presença e esta acaba por cair numa certa banalidade que afecta maioritariamente bananas como eu. É fácil para um tipo chegar aqui mandar um bitaite, sentir que participou num blog repleto de cultura e conhecimento e ir à sua vida vaidoso da sua medíocre intervenção. Estou a falar de mim.
    Felizmente existem os tais instantes epifânicos em que voltamos a cair na real, momentos que nos dão uma chapada na cara e gritam "Acorda!"

    Hoje ao abrir o link do Volume 10 caiu-me à frente dos olhos a oceânica imensidão de trabalho que o caro Da Maia dedica ao blog.Tive vergonha do meu nome aparecer no post porque simplesmente não o mereço.

    Pelo esforço, por se interessar, pela história e por Portugal o meu sentido obrigado.

    Abraço,

    JR

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    1. Caro João,
      em primeiro lugar, muito obrigado pelas palavras muito simpáticas e ilustradas.
      Gosto de fazer estas compilações em PDF para me ir lembrando do muito que vai sendo feito aqui. A compilação ela própria demora uns diazinhos... mas o resultado final vale a pena.

      Agora, talvez menos do que nos primeiros anos - nesses sim, pode-se dizer que perdi imenso tempo a tentar arranjar algum nexo para entender esta patranha em que todas as almas foram metidas.
      Estes últimos 5 ou 6 anos têm sido bastante "relax", e já raramente perco dias a pesquisar a fundo...
      Muitos dos assuntos interessantes agora são motivados pelos vossos comentários, e a participação do João nestes últimos anos deu para bastantes postais.
      Como fomos aprendendo, com conversas em nível de discussão aceso, não é preciso concordar sempre para deixarmos clara qual é a nossa posição.

      Por exemplo, a importantíssima questão dos coches antigos foi basicamente um assunto desenvolvido a partir dos comentários do João, e creio que aí todos ficámos a perceber que nesse fumo há muito fogo escondido, e que se pretende que fique para sempre enterrado.

      Neste espaço de blogues há muito trabalho com valor inestimável, e há algumas pessoas que vão dedicando o seu tempo, persistentemente, a reunir muita informação que doutra forma poderia ir ficando perdida. Por exemplo,
      http://montalvoeascinciasdonossotempo.blogspot.com/
      https://biclaranja.blogs.sapo.pt/

      Agora, é claro, é preciso estar sintonizado para dar, sem receber nada em troca (falo por mim)... exceptuando umas palavras simpáticas, de vez em quando.

      Quando tiver mais tempo (mas não sei quando isso irá ocorrer, porque em Portugal arranja-se sempre maneira de distribuir trabalho inútil às pessoas), penso em reunir as coisas de forma muito mais resumida, objectiva e sintética.
      Mas isso parece-me ser um trabalho complicado, e ainda não tive a motivação necessária para montar esse puzzle.

      Agora, é claro que sendo um dos cinco participantes mais activos neste blogue, a sua participação é importante e só seria "medíocre" se o blogue fosse medíocre.
      Se alguém tiver coragem de o sustentar, que o faça... mas ao longo destes 10 anos, ninguém teve coragem de se predispor a isso, e por acaso nem sequer aqui apareceram bocas avulsas descartáveis.

      Assim, vamos andando neste caminho do "orgulhosamente sós", mas sem censura ou moderação, abertos a todas as críticas, e aprendendo com elas, se pertinentes.

      Obrigado pelo seu contributo, e um abraço,
      da Maia

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    2. Bonito. Compartilho o sentimento, não de vergonha mas de orgulho apesar da minha medíocridade...

      Cumprimentos,
      IRF

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  2. Ao Alvor Silves / da Maia:

    É sempre bom indicar outros blogues mas MONTE O PUZZLE!!!
    É que isto das internetes qualquer dia acaba e vai tudo para o lixo.

    É bom juntar tudo num livro e senão quiser vendê-lo pelo menos disperse alguns exemplares por umas quantas bibliotecas (e pela família mais próxima).
    Em nome da posteridade, meu caro!

    Cumprimentos,
    IRF

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    1. Caro IRF,
      igualmente obrigado pelo comentário acima, sendo a minha resposta semelhante à que deixei ao João Ribeiro.

      Quanto a esta questão, para haver respostas também é preciso haver perguntas.
      Aquilo que me pareceu importante, fui sempre partilhando, de forma que não haverá propriamente grande novidade no que terei para dizer.

      Apenas seria diferente, no sentido de reunir as diversas peças... num certo modo como deixei num postal chamado "Peça a peça", com o múltiplo significado que está subjacente a esse título.
      De qualquer forma, poderei recomeçar, mas sem deixar expectativas de ser algo muito diferente do que escrevi antes.
      Com esse propósito, fui deixando as coisas na incerteza de aquilo que não sei, explico porque não me preocupa saber.

      Sim, dadas as circunstâncias que se verificaram no início, até pensei que o blogue acabaria de um momento para o outro, tal como aconteceu com a plataforma knol, onde comecei, e que a Google encerrou em 2012.

      Essas preocupações terminaram rapidamente, porque considerei que a divulgação não era um problema meu... só seria se eu fosse missionário com intuito de criar alguma religião, política ou filosofia.

      As bibliotecas não aceitam obras pessoais não editadas nos circuitos formais.
      Aliás, algumas delas estão a fazer o oposto - mandam os livros em excesso para o lixo, por problemas de falta de espaço.
      Em alternativa, a Ephemera do Pacheco Pereira tem recolhido livros, e outro material, que pura e simplesmente era para ir para o lixo.

      Imprimir... qualquer dia será um crime ambiental (às árvores, ao clima, etc.)
      Espero já não assistir à última grande queima de livros, com a certeza, e com a garantia de todos os santos e anjinhos deste planeta, de que tudo ficará melhor guardado em suporte digital. Talvez teremos futuras Gretas de serviço a queimar as vestes pelos assassinos de árvores.
      Isso não me preocupa, porque quando as ideias válidas aparecem, não desaparecem. Voltam a aparecer noutra forma, por outros portadores.
      Será algo que os censores de serviço vão ter muita dificuldade em perceber, porque acreditam que eliminando o mensageiro desaparece a mensagem. Isso será verdade se a mensagem for irrelevante (e se for irrelevante não interessa), mas se a mensagem for relevante, aparecerá as vezes que for preciso, até se impor.

      Cumprimentos,
      da Maia

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  3. Óbviamente que não discordo de si, bem pelo contrário.
    Contudo creio que devo salientar o seguinte excerto, deveras enfeitado com singular acuídade:

    "Talvez teremos futuras Gretas de serviço a queimar as vestes pelos assassinos de árvores.
    Isso não me preocupa, porque quando as ideias válidas aparecem, não desaparecem. Voltam a aparecer noutra forma, por outros portadores."

    Recordo que os Comunistas tomaram a Rússia em 1917.
    Apesar da notória impossibilidade das suas asserções e de quão ridículo foram...
    Só caíram em 1991, 74 anos depois.
    Deixaram a Rússia num caos e numa miséria ainda pior que a maior parte do domínio Comunista, até à ascenção de Putin.
    Assassinaram perto de 100 milhões de pessoas, o que é muito se tivermos em conta que a população da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia é hoje de apenas 200 milhões.
    Nuca aquelas populações vão recuperar a quebra demográfica.
    A excelência da alta cultura Russa do final dos Romanovs nunca foi recuperada...

    Bem, o que quero dizer é que a guerra bateu-nos à porta, quer queiramos quer não.
    Não nos deve ser indiferente nem o tempo nem o contexto que as "ideias válidas" demoram a surgir...

    É a que a vida humana é muito frágil;
    E o seu tempo demasiado curto.

    Cumprimentos,
    IRF

    (Portugal tem tudo para poder ser um paraíso e uma potência como poucas há na Europa, a meu ver. A meu ver, somos em vez disso a Albânia do Ocidente. Ou o que o valha... um parque de diversões para porcos Socialistas e parasitas Maçons.)

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    1. Caro IRF,
      claro que houve vários exemplos significativos, em que muito se perdeu, especialmente muitas vidas, com um aparente grande retrocesso civilizacional.
      O caso russo será um exemplo, mas também não devemos ignorar que a Rússia recuperou tecnologicamente, e na transição 1950/60 tinha a tecnologia mais avançada que era conhecida à época, deixando os EUA numa crise de nervos. Também a França, depois do período miserável que se seguiu à revolução francesa, reergueu-se com Napoleão, para cair com estrondo e levantar-se de novo.
      Um exemplo mais duradouro foi mesmo a "aparente" queda de Roma, que introduziu em toda a Europa uma época de trevas que durou quase um milénio.
      Durante o Renascimento e depois quase até ao Séc. XIX esteve-se praticamente a recuperar tecnologia e estilo de vida greco-romano.

      Assim, como terá compreendido, a afirmação que fiz não respeitava os que estão, mas sim aqueles estarão. Quando?
      Não interessa assim tanto, e nessa excelsa paciência aprendemos com os primeiros cristãos, que tinham a certeza de que o resultado final faria justiça.
      Eu partilho de convicção similar, mas de forma diferente.
      Pelo tempo intermédio poderá haver muito sofrimento?
      Sim, talvez, e por isso fiz aquele postal sobre o "horror", onde me parece ser claro que a humanidade nunca foi poupada a ele (sendo claro que uns foram e outros não). Mas, o que quis deixar claro era que essa via não trazia nada de relevante, a longo prazo.
      O principal problema é que a maioria das atitudes resultam de um desespero com a aparente "fragilidade da vida humana" e com a sua "curta duração" (estou a citá-lo), e só mudará quando as pessoas entenderem o assunto de forma distinta. Não com planos imediatos, a dezenas ou centenas de anos no máximo, mas sim com planos a milhares de anos, no mínimo.
      O problema é mesmo que ninguém se que entender sequer em qualquer planeamento, e o futuro não é previsto, é visto em desespero como algo acidental.
      Não quis cair por esse lado, e quis perceber se as coisas teriam outro sentido.
      Estou certo que têm, mas não é algo que se possa determinar quando...

      Cumprimentos,
      da Maia

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  4. Não querendo molestá-lo e azucrinar-lhe a cabeça respondendo a cada um dos exemplos por si levantados, digo-lhe apenas que é mais "humanista" que eu.

    Há quem diga que "a esquerda" adora a humanidade mas odeia as pessoas enquanto "a direita" despreza a humanidade mas (algumas?) as pessoas.
    Apesar de tudo, encontro aqui alguma verdade e posiciono-me à direita.
    A humanidade só não me basta...

    O seu optimismo/humanismo soa-me mal na medida em que ao exagerar apenas um pouco e por paródia poderíamos dizer que não faria mal eliminar toda a humanidade porque os chimpazés eventualmente seriam a espécie dominante e a civilização dos símios ficaria assegurada.

    É claro que não estou a dizer que o Alvor Silves disse algo que me leva a crer que defenda tal disparate. Estou só a exagerar para tentar fazer valer o meu ponto de vista.

    "Nós"... sejamos Portugueses ou Europeus ou apenas enquanto indivíduos dotados de siso vamos ter de "lutar" hercúleamente só para assegurarmos um nível de vida similar para os nossos filhos e netos.
    E mesmo assim, acho que vamos falhar.

    Não sou de maneira nenhuma optimista e vejo as coisas muito mal paradas.
    Não acho que a situação actual seja sustentável. Nem em Portugal, nem na Europa nem nos Estados Unidos.
    E não vejo alternativa.
    Não sem uma guerra brutal. Ou várias.
    Temo que a Sérvia desde os anos 90 seja uma amostra do nosso futuro algures nos próximos 50 anos.

    Desculpe lá o desabafo,
    envio-lhe os meus cumprimentos,
    IRF

    (Acho que os Estados Unidos não aguentariam uma guerra com o Irão e acho que Trump safou-se com jogadas de mestre, mas apenas por pouco. Acho também que perto de Trump há muita, mas mesmo muita gente que quer esta guerra. Ou outra.)

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    1. Caro IRF,
      também para mim não há humanidade sem humanos, e por isso procuro não falar em nome de ideais colectivos, que é um monstro que tem servido algumas cabeças, mas se esquece frequentemente das restantes.

      Se olharmos para alguns filmes de ficção científica, verá que o aspecto dos ETs pode ser muito variado, mas desde que eles exibam alguma inteligência, não seria o aspecto físico que impediria que simpatizássemos mais com um personagem do que com outro (por exemplo, o Chewbacca da Guerra das Estrelas).

      Não consigo prever, nem sinto necessidade, se haverá mais ou menos guerra nos próximos anos. A tendência que vejo, é ser cada vez menor, mas há tensões latentes que podem indiciar grandes precipitações.

      Aparentemente Trump tem estado bem em conter desejos mais belicistas, que curiosamente vêm dos sectores que acusavam Trump de ser belicista... nomeadamente uma certa pandilha, ligada ao partido democrático, à imprensa internacional, à judiaria e finança internacional, maçonaria, etc.
      Como ninguém se dá por derrotado, as coisas irão oscilando, mas não me parece que haja ainda vontade de deitar tudo a perder. O nível de vida médio subiu muito, e os telemóveis centraram as pessoas em círculos de amizades.

      Cumprimentos,
      da Maia

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  5. Errata:

    a "direita" despreza a humanidade mas adora (algumas?) as pessoas.

    IRF

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  6. Que os candeeiros se acendam quando passa, que nunca se canse da curiosidade, que continue a contribuir com
    o seu blog para acabar com o aproveitamento da ignorância reinante em Portugal, bom ano caro amigo Da Maia se me permite

    Cumprimentos

    P.S. sugiro leitura Revista da Associação Portuguesa de Arqueólogos n° 58/59, 2006-07, onde trata do tratamento dado aos cristãos quando da invasão de Lisboa pelos mouros…

    https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&ved=2ahUKEwil3NSy-u3mAhUK6OAKHepAD20QFjACegQIBRAC&url=http%3A%2F%2Fmuseuarqueologicodocarmo.pt%2Fpublicacoes%2Farqueologia_historia%2Fserie_12%2F58-59%2FAH_58-59.pdf&usg=AOvVaw1vEosbhzetzsvcRvu7sSDe&fbclid=IwAR0r1ZBUg0Ua9CrD1cl8SkGzW3ETP-MLGixp9VTS2YkXKaoCF61YTbYPc-Q

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    1. LOL, ainda bem que se lembrou dos candeeiros... esse problema acabou, poucos meses depois de ter escrito isso:
      https://odemaia.blogspot.com/2018/05/nebulosidades-auditivas-61.html

      Parece que agora as lâmpadas de todos os candeeiros ficaram subitamente boas, e já não andam a acender e a apagar.

      Obrigado, José Manuel, e iguais votos de bom 2020.

      PS: Não consegui encontrar nessa revista a parte sobre a invasão de Lisboa, em que página está? Obrigado.

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    2. Bom, acho que falei cedo demais... o candeeiro à frente de minha casa, acabou de se apagar durante uns 5 ou 10 minutos, para depois voltar a acender como se nada se tivesse passado.
      Esta característica de ficar apagado tanto tempo, antes de ligar de novo, é novidade.

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