Alvor-Silves

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CSI Gaiola

Este CSI leva à Gaiola por investigação submarina, e serve para ilustrar um género de títulos que normalmente evito, e já explicarei porquê.
Com efeito, Gaiola é literalmente o nome de um interessante ilhéu próximo de Nápoles, conectado por uma ponte vertiginosa. É uma zona plena de actividade subaquática, e com vários vestígios arqueológicos, numa investigação a cargo do Centro Studi Interdisciplinari (CSI) Gaiola.

A ponte do ilhéu de Gaiola. Investigação submarina - CSI Gaiola

Pelo lado das famosas séries policiais CSI (CSI Miami, CSI Las Vegas, etc.) faríamos aqui uma pequena piada trivial, com a relevância de CSI Gaiola estar dedicada à investigação arqueológica, conforme se nota pelas ânforas do seu emblema.

Só que, ainda que possa não parecer, evito misturar esse tipo de casualidades nos nomes com outras mais relevantes. Não fosse por esta introdução, e um título mais comum e apropriado aqui seria;
- Gaio lá na Gaiola.
O termo "gaiola" não aparece como comum em italiano, nem na zona napolitana, e a wikipedia apressa-se a ligar à origem do latim, por "cavea", e depois pelo dialecto local por "caviola", significando "pequena cave".
Só que a construção silábica do português dispensa-nos da erudição latina, para encontrar significado para o termo "gaiola" sem o ir buscar a "cavea" por via de "caviola". Cá a viola é outra, e um cave-a levaria a outro fundo. Cá a ave dessa cave é um Gaio lá, na gaiola de Gaia. Não é um caio pelo curso do Douro nas caves de Gaia, nem pelo curso do Guadiana na fronteira do Caia. 
Simplesmente há um vi-me no vime e na gaiola há o perigo de um caio lá, que não é necessariamente para qualquer gaio lá.

Com efeito uma gaiola de vime poderia atingir grandes proporções, e exemplo disso consta em ilustrações de tradições celtas - o chamado Homem de Vime (Wicker Man)
Homem de vime - gaiola humana para sacríficio celta

Portanto, é preciso ter alguma atenção moral pelas tradições imorais, porque o muro que nos separa da simples barbárie (relatada por Caio, ou melhor Gaius, Julius Caesar) é apenas o mural da moral. Ainda que haja advogados de que tal sacrifício celta não tem fundamento, à falta de uma investigação CSI desta Gaiola, não me parece possidónio duvidar de Posidónio, outra fonte antiga para ceitas celtas.
Assim, quando vemos algum restauro destas tradições, como no movimento wicca, convém não ser weaker man sob o signo do wicker man. Porque entre os trajos angelicais de algumas jovens Maias, nas celebrações de Maio, pode esconder-se uma celebração de um Gaio, uma gaiola, e onde as Maias podem não ser bonecas de vime. Logo, entre Gaios e Gaias, nem sempre resultam só Gaiatos provindos de uma certa balbúrdia entre Gajos e Gajas, por respeito ao Homem de Vime.   

Adiante.
O propósito principal deste texto era a investigação submarina à volta da Gaiola napolitana.
Trata-se do Parque Submerso de Baía, que apresenta vestígios romanos(?), que mais parecem saídos das calçadas portuguesas:

Parque Submerso de Baía (Nápoles, Itália)

Creio que se trata de um vestígio submarino muito raro, ainda que haja outros casos, por exemplo Heracleion (ou Tónis), perto de Alexandria, e esta cidade submersa de Baia é dito ser resultante de um deslizamento de terras aquando dalguma erupção do Vesúvio.
Porém, o que me surpreendeu mais foi o aspecto de calçada portuguesa, que não se vê habitualmente nos pavimentos romanos. Não fosse outro o caso, e dir-se-ia que a Câmara de Lisboa já estaria a levar a cabo o seu "notável plano" de substituir a calçada portuguesa, atirando-a para o fundo do mar napolitano.

2 comentários:

  1. Re: "Câmara de Lisboa já estaria a levar a cabo o seu "notável plano" de substituir a calçada portuguesa"

    Este Costa da Câmara de Lisboa é terrível, na volta vai fazer da calçada portuguesa o mesmo que fez numa rua do Cais do Sodré, "vendeu-a" a Smirnoff para ser pintada de cor-de-rosa, mas sobre caminhos há pior em Portugal:

    Estrangeiro/emigrante aluga carro no aeroporto não recebe informação sobre portagens electrónicas das estradas portuguesas, anos depois rent-a-car cobra € 24.60 no cartão de crédito "taxa de identificação do condutor por falta de pagamento de portagens referente à viatura alugada". MAIS "no que diz respeito ao pagamento da portagem, este será solicitado directamente ao condutor pela entidade reguladora das portagens em causa por correio". O "infractor" quando o encontrarem paga por 1 portagem/multa de €25 o total €1'780 às finanças portuguesas AT, esta entidade quando se pede cartão do cidadão nos consulados obriga residentes no estrangeiro há mais de 6 meses a nomearem representante mesmo não tendo bens a tributar em Portugal.

    Estou à espera de umas 6 x €1'780 da AT para pagar um dia destes, as calçadas portuguesas com ou sem mosaicos romanos ficarão desertas pois estão a matar a galinha dos ovos de ouro pós 25 Abril que é o tal turismo, há mais de 60 milhões de € por ano a recuperar pela Europa destas "infracções" às portagens electrónicas portuguesas pelos estrangeiros turistas e 25% são emigrantes portugueses, um turista que durante 30 dias passe 2 x numa auto-estrada com portagem electrónica pode vir ter que pagar a módica soma de 106800 euros... com a bênção instrutiva da tal tróica.

    http://portadaloja.blogspot.ch/2014/03/scuts-como-pagar-147-euros-por-causa-de.html

    Cpts.
    José Manuel CH-GE

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    1. Esse caso das portagens é um bom exemplo de como estamos em tempos perigosos.
      Pergunta-se, onde está a oposição, para denunciar este estado de coisas?
      Nem falo da oposição socialista, porque isso é uma lei do tempo do Sócrates, e do Mendonça dos TGVs, para capitalizar as empresas que vivem à conta da legislação despótica.
      Portugal transformou-se em pouco tempo numa oligarquia sem controlo, vivendo da corrupção e da legislação abusiva. A cobrança através do fisco é mais uma ilegalidade inconstitucional, onde o estado coloca a sua máquina coerciva em favor de privados. As grandes empresas podem penhorar coisas sem mandato judicial, conforme estabelecido pela lei das injunções, aprovada por Sócrates.
      Os prazos de cobrança são ridículos, as multas são ofensivas, tudo é ridículo e ofensivo, destinado a provocar a ira dos mais santos, porque ficámos entregues a um bando de mafiosos, com práticas e índoles diabólicas.
      Como dizia Agostinho de Macedo, a maçonaria procuraria dominar através da legislação, e impõe assim um estado despótico sob capa legal.

      Abraços.

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