sábado, 8 de fevereiro de 2014

dos Comentários (3) - Especiarias e Drogarias

Luciano Cordeiro
Começo pela referência ao livro de Luciano Cordeiro, referido no comentário de José Manuel

De la part prise par les Portugais dans la découverte de l'Amérique 
 lettre au Congrès internacional des américanistes 
(première session -Nancy -1875) (1876) 

Li um pouco em diagonal, e parecem-me especialmente relevantes as notas de rodapé, que têm as citações dos textos originais, a maioria dos quais foram já aqui abordados. 
O texto segue a linha que iria ser mais clara com Faustino da Fonseca e Garcia Redondo, ou ainda com os trabalhos do Visconde de Santarém, e de muitos outros, ao longo do Séc. XIX. Curiosamente, é quando entra a República que os historiadores portugueses e brasileiros deixaram de se incomodar com a progressiva subalternização das descobertas nacionais, parecendo aliás tomar claro partido pela sua secundarização.

Bom, mas parece algo frustrante ler a compilação de provas de Luciano Cordeiro e a extensa argumentação. O problema pode resumir-se ao seguinte:

Quando não se tem o poder efectivo, seja financeiro ou militar, então é inútil argumentar num "Kangaroo Court", arriscando por outro lado a ser alvo de um processo kafkiano.
O termo inglês "Tribunal Canguru", para um julgamento viciado, só o passei a conhecer devido à ilustração do canguru... mas parece apropriado. Mesmo que fossem encontradas as ossadas de um canguru numa cripta anterior a 1600, o poder efectivo trataria de ter o assunto ignorado, ou decidido num tribunal marsupial, em que a Bolsa serve o resultado.
Bom, mas uma coisa é não poder tocar a vera canção, outra coisa é alinhar no coro de falsetes.

A "tribo uno" é mote de tribuno no tribunal. O bréu confunde o réu.
Essa subida a palco serve a união da tribo no circo romano, quando se mostra o poder efectivo do clube das cláusulas leoninas ao réu isolado. Quando a razão está ausente há só circo, com mais ou menos palhaçada, sangue, e drama emocional... um teatro trágico-cómico, normalmente de péssimo gosto.

Especiarias e Drogarias
O texto sobre a Batochina invocava um comentário de José Manuel sobre Gunnar Thompson, onde se mencionava o comércio de drogas:
(...) os mapas que se conheciam eram segredos de comércios, malagueta, milho, peru, drogas, metais, etc. eram trazidas para as cortes europeias, e egípcias, isto está documentado, só não vê quem não quer.
a que acresciam referências de vestígios nas múmias egípcias e de Tarim.
Num comentário seguinte, Maria da Fonte, salientou de novo a importância de Hatchepsut,
(...) Pelo mesmo motivo, porque vivemos uma mentira de milénios, foi ocultada a existência da América. Gunnar Thompson, refere as viagens egípcias para a América, desde o tempo da Rainha Iseptara Hatshepsut, e a confirmação deste facto, está amplamente documentada nos Murais de Deir El Bahari. Só que Hatshepsut, a Rainha Faraó de origem Hitita, é apagada de registos e monumentos, e só há pouco tempo, começa a ser redescoberta.(...)
Ora, Hatchepsut tinha um comércio exótico registado, com a Terra de Punt, que poderia ser Xambalá ou Xangri-lá, terras míticas referidas nesse comentário.

Não querendo repetir a extensa conversa, que se encontra nos comentários seguintes, estas informações levaram à consideração de que a menção especiarias seria suficientemente geral para englobar como primeiro motivo as drogas. Não apenas drogas medicinais, mas psicotrópicos.
Como diria depois a Maria da Fonte: 
»» Sobre as Especiarias...é óbvio! Não se trafica Canela!!!

Sendo óbvio ou não, talvez sejamos suficientemente drogados educacionalmente para achar que sim, que um primeiro objectivo das viagens se prenderia com canela, pimenta, cravo, noz-moscada, malagueta, e outros condimentos alimentares designados como "especiarias".
No entanto, por muito caros que seja o caviar, as trufas, e outras iguarias, de entre os produtos naturais, é bem sabido que o mercado mais rentável sai dos alucinogénios cujo preço a peso chega a superar o do ouro. Não há razão para que não fossem procurados noutras épocas.

Um ponto, conforme referiu o José Manuel é o declínio que isso trouxe às sociedades:
Desde sempre acreditei que muitas civilizações desapareceram principalmente por causa do consumo das drogas, os Vikings adicionavam um cogumelo alucinogénico na produção da sua cerveja, potes com canábis foi encontrado no cemitério lacustre da bacia do Tarim, o das múmias dos celtas do ocidente, não digo que foram lá para o comprar mas que desde sempre a humanidade não pode viver sem elas, que o digam igualmente as múmias do faraós do Egipto.
Múmias da Bacia do Tarim - um dos YouTube mostra o xamane da Índia com o canábis (3/3).
Para além das vantagens comerciais, na Rota da Seda, por Cabul, conforme refere a Maria da Fonte:
A questão do narcotráfico, surgiu exactamente quando me dei conta da insignificância que toda aquela região tinha quer em termos de recursos, já que Petróleo ainda não era comercializado, quer em termos geopolíticos. 
E no entanto Kabul, surgia demasiadas vezes.... 
Tantos Reinos em tão pouca Terra... Tantos Reis, Governadores. Cônsules, Satraps.
A maioria Yuezhi, descendentes do Clan da Lua, de cujo Cemitério no Deserto do Taklamakan, o José Manuel de Oliveira já há muito falara.
Foi quando dei por mim a pensar na Rota da Seda....E do ódio mortal que o seu desvio para a Rota Marítima tinha provocado.
E nos anúncios do século XIX, em que tudo era feito à base de Cocaína.
E no comércio absolutamente chocante, de Pó de Múmia.
Xamãs, Druidas e Sacerdotes
As alucinações xamãs parecem estar na origem do problema remoto.
Aqui a designação xamã evolui depois sob diversas formas. Um exemplo instrutivo, noutro sentido educacional, está na personagem do druida Panoramix:

Panoramix... e incenso herbal (de canabis - ver artigo Mirror)

A procura constante de novas ervas, com vista a "poções mágicas", foi bem ilustrada no personagem que ilustrava uma pesquisa dos druídas celtas. 
Também poderemos encontrar outras referências em diversos ritos sacerdotais, sendo que o próprio incenso vulgar tem propriedades calmantes ou relaxantes. Quanto à mirra teria mais propriedades anti-sépticas, do foro medicinal.
Assim, o conjunto "mirra, incenso e ouro" engloba uma saúde física, espiritual e financeira.

Porém, não convém apenas pensar nesta questão dopante como um vício de alienação própria.
O "alien" no alienar era visto como um passeio por outras paragens. Quais paragens?
Aqui é que entra a mistura entre realidade e alienação.
Uma droga poderosa poderia permitir sentir uma alienação como igualmente real, deixando memórias menos difusas que as dos sonhos.

Convém ainda não esquecer que estas investigações com drogas chegaram a ter objectivos mais "sinistros", como seja o caso da LSD e o projecto MK-ULTRA, em que o objectivo da CIA era:
the research and development of chemical, biological, and radiological materials 
capable of employment in clandestine operations to control human behavior.

Aprovação do MK-Ultra com LSD.

Portanto, quando falamos de drogas, não se trata apenas de permitir o descansado ingresso temporário num sonho alternativo, há outras que implantariam cognições controláveis. Como se vê, os objectivos das drogas eram diversos, e até enquanto estimulantes poderiam servir a inspiração!

Inspiração. Plantas e Implantas. Voynich.
Ora, inspiração é para um fumador uma palavra adequada. Um cigarro pode ajudar no trabalho, mas a planta inspirada que motivou essa designação foi anterior ao tabaco, e deveria ser mais drástica no resultado. 
A inspiração de um alucino-génio poderia abrir visões alternativas, algumas de génio... e coincidência ou não, é quando o comércio desses produtos começa a abundar na Europa que se redesperta o génio criativo. Os diversos produtos existiam separadamente em cada paragem remota, mas o comércio concentrava na Europa uma variedade imensa de novos produtos.
É claro que se pode remeter a inspiração para a nova visão do mundo, nessa amálgama de culturas e novas informações que chegava à Europa, mas isso não é indissociável de novos hábitos alimentares, desde as infusões, chás, café, cacau, a novas modas, o tabaco, o rapé, etc...
E o hábito de inalar rapé, não se perdeu propriamente, se lembrarmos que há outros produtos inalados, e que servem de "inspiração", bem conhecida pelo menos em meios artísticos e financeiros.

Assim, numa sociedade competitiva a fonte de inspiração para ideias, para visões, que trouxessem vantagens sobre os competidores, poderia passar justamente por este tipo de "aditivos". 
Não só... já referimos que a própria deformação craniana levaria a alucinações, visando um contacto com o "mundo dos espíritos".

Alucinar e alienar são palavras na raiz. 
Numa vemos o "luce", da latina luz, mas também se remete à grega "alyein" (ou "aluein") de um errar, por outro caminho, ao "ali", "alien" do alienar. Tudo isto tem o lado casual, que não iria extrapolar ao "ali" em "alimento", ou a um "ali baba", ou a génios de lâmpadas doutras luzes.
Mas, sim, forcei aparecer "na raiz" para lembrar o "nariz".

O olfacto tem o facto de ir buscar memórias antigas num cheiro particular. Isso nota-se cada vez menos numa sociedade quase inodora, mas não deixo de lembrar os comentários que José Manuel fez acerca da importância das plantas (e das borboletas), referindo-se em particular ao Manuscrito Voynich. 
Pois bem, talvez o Manuscrito Voynich seja um livro de drogaria... convenientemente codificado para que não estivesse acessível essa ligação com mundos para os quais as plantas nos seduziriam. A procura de chás, compostos, por iniciativa individual era vista como alquimia ou bruxaria, sendo fortemente reprimida enquanto iniciativa privada.

Ora, é bem sabido que as plantas usaram imensos estratagemas, mesmo com animais, para estabelecerem uma reprodução a seu favor. E esta aspiração começa logo na alimentação.
As plantas mais apreciadas pela espécie dominante - o homem, seriam as mais cultivadas e preservadas.
O trigo, por exemplo, tornou-se numa espécie de sucesso, graças ao pão.
Que hipóteses teriam pequenas espécies em sítios remotos de colher a atenção humana?
Curiosamente, foi pelas suas diversas propriedades medicinais, mas também pelos efeitos alucinogénios. Foi assim que mereceram atenção, passando a ser cultivadas com sucesso em diversos sítios.

Não se trata de nenhuma conspiração de "implantes por plantas", mas esse efeito de convocar para outras percepções existe e não deve ser negligenciado.
Se o efeito existe não é apenas porque as plantas têm a chave para essa visão alternativa, é também porque há uma predisposição na química das ligações cerebrais que o permite. 

Assim, o que o homem foi descobrindo nessa relação primitiva com as plantas, é que podia ser vítima de doenças, mas poderiam haver plantas que detivessem a cura. Como é difícil conceber que as plantas congeminassem doenças para serem depois procuradas como cura, o problema é obviamente mais global. 
É todo o sistema que parece interagir entre si, colocando problemas e soluções, levando o Homem a fazer a ligação, a desenvolver relações entre problemas e soluções, com mais ou menos inspiração. 
Assim, nesse processo, parece uma abelha, que estando interessada no pólen para o mel, ajuda na melodia geral à fertilização das plantas.
Ao ser convocado para melodias de sereias doutras realidades, e até eventuais visões de futuro, mais do que esse mel de interesse próprio circunstancial, interessaria ao universo fertilizar ideias de interesse perene, na raiz!

17 comentários:

  1. Caro Da Maia

    Carlos V, em 1518, envia Fernão de Magalhães à "Descoberta das Índias das Especiarias".
    Só que os Portugueses, já estavam no Sri-Lanka desde 1505. Portanto estava barrado o acesso ao Crescente de Ouro, e ao Triângulo de Ouro do Ópio.
    Restava aos espanhóis traficar a Cocaína do Perú e da Bolívia.
    Aliás os espanhois, durante o Vice-Reinato, pagavam aos trabalhadores peruanos e bolivianos..em géneros...neste caso em Especiarias.
    Só que a especiaria era a Cocaína.

    Mas tudo isto, tem milénios! E é francamente decepcionante!

    O José Manuel já referira a detecção de Alucinogéneos, nas Múmias Egipcias, e eu nestas pesquisas por registos antigos, deparei com um grupo de Reis Remotos póst-Diluvianos, chamados significativamente Reis dos Vivos.

    Estes Reis governaram as 16 Terras compreendidas na Airyanem Vaejah, nome avéstico da Pátria dos Ários ou Arianos, das quais apenas 9, foram identificadas na actualidade.
    As 9, situadas no Triangulo de Ouro.

    Um destes Reis: Yima Vivanghvant II, Rei dos Vivos, foi o primeiro a instituir o Ritual do Sacramento do Soma.
    Ora este é um ritual, que implica o uso de drogas alucinogéneas.

    Pelo que me parece, que no que toca ao Regresso ao Paraíso, naufragámos num Mar de Equívocos.
    Eu pelo menos, naufraguei!

    Quem sabe, se talvez por isto, o Título de Chrestus Soter (Cristo Salvador), não deverá ser visto também por outro prisma.

    Abraço

    Maria da Fonte

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    1. Cara Maria da Fonte,
      acho que o José Manuel deu a indicação certa de reler com estes novos olhos o Tratado de António Galvão. Eu já fiz dois posts, mas negligenciei a parte das Molucas, em que ele já era governador.
      Os reis das Molucas poderiam ou não ser vistos como senhores da "especiarias"?... e sabemos como esses personagens ganham poder imenso, contratando exércitos e influenciando governos.
      Portanto, como assinalou e bem, alguns portugueses estariam a "estragar o negócio", com a mudança de rotas.

      São muito pertinentes as referências à Soma:
      http://www.xamanismoancestral.com.br/artigos/bebida_sagrada.html

      E quando falou dos "reis dos vivos", deixe-me divagar um pouco sobre um aspecto recente da nossa sociedade, que parece ir mais de encontro aos esqueletos dos "reis dos mortos"!
      Há poucos dias num comentário, noutro sítio, disse o seguinte em analogia com as passerelles:
      ..... O modelo social é forçado a uma anorexia para caber num ideal implantado em cabeças esqueléticas de pensamento. A estrutura visada são ossos e músculo, e tudo o resto são gorduras a eliminar... excepto, é claro, o viver à conta, a chamada "mama".
      Enquanto não se questionar a origem da inspiração, os vómitos espelham as contradições entre modelos da cripta e o olear da realidade.

      A origem da inspiração para a actuação financeira está em muita coisa inalada, ou não?

      Desde os anos 1960 que se instituiu um certo movimento pró-drogas, e estas deixaram o seu cantinho, e começaram o seu canteiro.
      Um exemplo disso, associado ao ideal "Salvador" é o do movimento Rastafari
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_rastaf%C3%A1ri

      Bom, isto só para dizer que a inspiração e as convicções das pessoas não são algo do próprio, bebem e inalam influências em diversos pontos, que activam ou não, diversas partes do raciocínio. Ninguém controla a forma como pensa... na melhor das hipóteses sabe justificá-lo de forma mais racional.

      Há muito que abordo a parte filosófica, porque a certa altura percebi que a "conspiração humana" era apenas um trabalhar de abelhinhas com vista a uma conspiração muito mais poderosa, que nem sequer é divina, é superior a isso, é universal.

      Quando questionamos o que está mal, é porque criámos uma visão do que estaria bem. Automaticamente tem dois universos em conflito, o que vê como realidade, e o que vê como sonho.
      Escusado será dizer qual foi o que se impôs! O que não impede que o outro se manifeste.
      O que vemos como sonho pode ser apenas impossível no presente, ou pode ser completamente impossível.
      Os sonhos completamente impossíveis podem ser aliciantes no princípio, como uma droga que leva a um prazer imediato, escondendo a ressaca. Porque o grande problema é que as pessoas nem tão pouco reflectem muito no que querem, e não percebem que querem sempre mais, e como tal o "viveram felizes para sempre" é uma frase oca, vazia, que suprime essa incompletude humana, ao não ser especificado o que se entende por tal coisa. É uma deficiência cognitiva, e até que sejam eliminadas coisas completamente impossíveis, o raciocínio continuará contaminado por contradições e caos.

      A "coisa" é mais complicada, mas o que me foi dado a ver, fundo, muito fundo, eu terei todo o gosto em ir partilhando, passo a passo. Porque para se convocar uma conversa não é preciso ninguém aparecer a ninguém... basta induzir ou motivar questões e respostas, de diferentes formas. É só uma questão de sintonização.

      Um abraço
      da Maia

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  2. Realmente...o tráfico de drogas é dos negócios mais rentáveis a nível mundial... juntamente com o tráfico de armas e de pessoas (este último associado, principalmente, à exploração laboral e prostituição)... Será que podemos também considerar a guerra e a exploração do ser humano como outro tipo de droga? Daquelas que também permitem inspirar, sonhar e alienar todo um povo por forma a criar assim "paraísos terrestres" a certas elites?... Não esquecer que, apesar de tudo, as ditas especiarias (sim.. o cravo, a canela, o açafrão, etc.) valiam na altura praticamente o seu peso em ouro.... E mesmo hoje, o exemplo do açafrão (o verdadeiro, não aquele pó amarelo vendido em pacotinhos) vale quase tanto (em gramas) como uma dose de heroína ou cocaína...

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  3. Re: (...) “Não esquecer que, apesar de tudo, as ditas especiarias (sim.. o cravo, a canela, o açafrão, etc.) valiam na altura praticamente o seu peso em ouro...”

    ESPECIARIAS = CONJUNTO OU COMÉRCIO DE DROGAS CULINÁRIAS/ in Priberam dic.

    Outras preciosidades como o sal azul da Pérsia que já valeu mais que o seu peso em ouro haviam, mas essa da pimenta e cravo a mim sempre me surpreendeu o seu valor exagerado, as toneladas que ficaram a apodrecer nos armazéns do cais das naus em Lisboa indica (para mim) que não era isso que se queria das Índias, essa de ser a pimenta essencial ao conservo das carnes é para quem não conheça a salmoura em barril, ainda se argumentassem o cacau como preciosidade (é uma droga...) ainda lá ia e trazia a malagueta (outra droga...) mas o que nas cortes castelhanas as nobres senhoras consumiam ainda Colombo vivo eram os charutos (outra droga...), e para que queriam a canela na Europa? se a maioria dos doces conventuais não a incorporam ainda hoje? Condimentos não faltavam, ante do comércio das “especiarias” na Europa, das ervas aromáticas ricas em vitamina C aos vinagres e óleos alimentares, nem as laranjas eram precisas, mel leite ovos nozes e farinha não faltavam para doçarias, a canela continua a ser pouco usada nos nossos dias, nem se gastavam milhares na construção duma nau para se ir buscar canela e pimenta tão longe... os cravos ainda hoje são pouco mas muito pouco utilizados na gastronomia ocidental. Podem argumentar que drogas também as tinham na Europa, mas não tão interessantes como o ópio, coca e as medicinas asiáticas, isso não tinham...

    Então o que motivou os descobrimentos portugueses? Um comum interesse de vários investidores, igreja comércio e falta de mão-de-obra escrava?

    Para mim o que procuravam era uma Cripta da Civilização
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Cripta_da_Civiliza%C3%A7%C3%A3o

    Uma cápsula tempo prédiluviana
    Le concept de capsule temporelle n'est pas récent. L'Épopée de Gilgamesh, l'une des premières œuvres de littérature au Monde, débute par des instructions permettant de trouver une boîte de cuivre à l'intérieur des fondations des grands murs d'Uruk ; dans cette boîte se trouverait le conte de Gilgamesh, écrit sur une tablette de lapis-lazuli / le récit du Déluge, inspiré par l’Épopée babylonienne d’Atrahasis ou Poème du Supersage

    Provavelmente alguém encontrou uma delas, e de lá vão indo tirar coelhos da cartola, quiçá esteve em mãos portuguesas outrora.

    Por isso a maioria dos pontos de desembarque e expedições dos descobrimentos portugueses são em civilizações enigmáticas desaparecidas, era isto que eu gostaria de escrever, dados plausíveis concordantes não faltam.

    Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

    P. S.

    Gostei de ler e agradeço a soma do Alvor:

    SOMA ou AYAHUASCA?
    O Soma grego passou a ser visto como um direito dos cidadãos. Aprendia-se sobre as dosagens nas sessões de hipnopedia, e para o Estado era uma garantia contra a desadaptação pessoal e a divulgação de ideias subversivas. O Soma passou então a ser o ópio do Velho Continente, possuindo uma visão completamente contrária do Soma védico. "A religião, segundo Karl Marx, é o ópio do povo. No admirável Velho Continente, a situação invertera-se. O Ópio, ou antes o Soma, era a religião do povo."

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  4. Caros

    É incrível como passamos a vida a acreditar em mentiras, sem reflectirmos.
    E súbitamente, um pequeno pormenor, levanta a suspeita...E a mentira cai definitivamente em descrédito.

    Eu nunca reparara no disparate do "Comércio das Especiarias". Nunca parara para pensar.
    E no entanto, como diz o José Manuel, as tais especiarias que custariam fortunas, estão ainda hoje, práticamente ausentes da nossa culinária.

    A Canela serve para borrifar arroz doce, e pouco mais.
    A doçaria conventual não usa canela, usa amêndoa, nozes e figos.
    Claro que usamos açúcar, mas tinhamos Mel e as plantações de Cana na Madeira.
    A Pimenta é dispensável. Usávamos e usamos Pimentos e Malaguetas, mas uns e outros são espécies nativas da América do Sul, não da Índia. Tal como o Cacau.
    O Alecrim é do Mediterrâneo, a Mangerona e os Orégãos da Europa, o Mangericão da América do Sul, e a Salva é Mediterrânica.
    Nem o Café veio da Índia, veio de África.
    Daí eu pensar, que os Portugueses comercializavam as "Especiarias" da América do Sul, já que, como sabemos, o continente americano era conhecido dos Portugueses, muito antes da oficialização por Colombo.

    Só que um dia, por acaso, dei por mim a seguir o rasto dos Yuezhi, que curiosamente, a dada altura, são designados nos registos como Yuezhi ou Judeus.
    E toda a migração deste povo, gira em torno dos chamados Crescente de Ouro e Triângulo de Ouro. Regiões desprovidas de qualquer interesse, a não ser o Ópio.
    E como se não bastasse, encontro no período Pós Glaciação, um Rei dos Vivos, que oficializa o Ritual do Soma.
    Claro que me lembrei de imediato das Múmias drogadas...no Egipto.... drogadas no Deserto do Taklamakan.

    E quando passo por aqui, para recordar a Rainha Hatchepsut, madrasta do "Rei David", que explorou a Amazónia em conjunto com o Rei de Tiro, que aprendera a navegar com os Tartéssicos, ou Toirinis, o Da Maia revelara já que as Especiarias eram Alucinogéneos.

    Portanto, a minha suspeita estava certa!

    Diz o José Manuel, que alguém encontrou uma das Cápsulas do Tempo pré-diluvianas.
    Seguramente a chamada Ordem do Templo, que já existia em Portugal, anos antes de ser fundada, encontrou uma.

    Mas esses sabiam exactamente, onde era o Templo certo...

    Nas minhas pesquisas pelo Passado Remoto, quando segui os Reis dos Vivos, fui parar ao mais remoto ancestral, de que há registo:
    Nilus O Antediluviano, nascido em Tanis, que se situaria nessa época, há cerca de 25 000 anos, na actual Mauritânia.
    O filho de Nilus, Oadane, nasceu em Idjil, perto do Domo de Richat, ou Olho de África, na Mauritânia, a tal enigmática estrutura de vários circulos concêntricos, só visível por satélite, que o José Manuel, já referira.

    Se pensarmos que os Tartéssicos, descendentes dos Atlantes, Tartéssicos ou Toirini em gaélico, estacionavam a sua frota nas Canárias, e que o antigo Canyon do Nilo, não seguia até ao Mediterrâneo, mas até ao Atlântico, e que a antiga nobreza Maurya deposta, migra muitos séculos depois do norte da Índia para a Mauritânia, penso que poderemos começar a desenhar o Mapa da Atlântida.

    Um pouco diferente do esperado...mas a convulsão geológica, terá sido de grande magnitude.

    Abraço

    Maria da Fonte

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    1. Em 1957, quando se procedia a obras de saneamento básico eis que se bateu em algo diferente, no dia 20 de Maio na antiga Rua Direita (hoje Rua Fran Paxeco) uma picareta destruiu uma ânfora. foram encontradas 18181 moedas atribuídas aos Tartéssicos, no Bairro Tróino em Setúbal.
      As moedas são cunhadas com inscrições como "Ketovion", com símbolos de peixes (golfinhos, sardinhas e atuns), hipocampos (cavalo marinho e duas espigas), algumas com a cabeça de Hércules, bilingues, de vários tamanhos pesos e módulos.

      Em frente há uma língua de areia a que chamamos Tróia, que antigamente se pensava ser onde estava Ceatóbriga, contudo 'briga' é celta (pré-romano), indicando o topónimo um local elevado, logo não Tróia.

      18000 moedas é muita 'fruta', certamente não era só um local de passagem.

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  5. Creio que há os dois aspectos. Um determinado número de produtos ganhou estatuto de preciosidade, por razões difíceis de determinar.
    Um caso foram as tulipas, com os bulbos a serem negociados por valores equivalentes ao PIB de cidades holandesas.
    Uma vez instalada a mania, há essa procura crescente inflacionada, mas o que motiva a procura, ou o que a mantém, vai um pouco além da simples extravagância casual. No entanto falta a causa primeira, que motivou tal interesse desmesurado...

    Depois, há coisas difíceis de saber. Será que os bulbos não serviam envólucro para substâncias doutra forma proibidas?
    No meio de mercadoria cara poderia passar muita substância tóxica... e nalguns casos é preciso saber o que fazer com ela!
    Poderia haver coisas que passavam por bebidas e eram para ser inaladas, outras por comida e eram para ser misturadas em bebida, etc...

    Por isso, há múltiplas hipóteses, mas concordo com a argumentação do José Manuel, havia interesse em novas drogas - era uma "Soma" de interesses!

    Quanto à "Cápsula do Tempo", ela acaba por estar presente nalguns túmulos, já que os reis ou faraós procuravam preservar o "bem bom" para o que se seguia... logo tinha aí uma parte da vida encapsulada.
    Diferente é o que veio à tona de água... Será que algum túmulo foi aberto sem haver uma cuidada extracção anterior de "inconvenientes"?
    Talvez no princípio... e daí a "maldição das múmias" - que matavam muito facilmente!

    Depois há outro tipo de "cápsulas"... para outras realidades.
    Vejamos o que dizem os maçons sobre a Acácia:
    http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=149

    Agora vejamos a lista de "plantas psicadélicas":
    http://en.wikipedia.org/wiki/Psychedelic_plants

    Portanto, quando falamos das Caves Aliança, falamos de que tipo de espumante?
    Será que devemos "somar" a madeira das acácias, ou é mais as folhas, que permitiram a "Sarça ardente", afinal a Acácia das visões Mosaicas (de Moisés):
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Sar%C3%A7a_ardente

    Abraços.

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  6. A somar ao soma,

    Re: “Será que devemos "somar" a madeira das acácias, ou é mais as folhas, que permitiram a "Sarça-ardente", afinal a Acácia das visões Mosaicas (de Moisés) ”

    Olá boas a todos,

    Por necessidade de não perder o português, o francês é colonizador, ao contrário do galaico-português ligado ao druidismo que nos está no tutano (ADN) sim estamos mais voltados para as acácias onde temos acesso directo a todas as cápsulas do conhecimento, as verdadeiras, não as que Reis Faraós, mágico charlatões idolatrados nos quiseram legar tendenciosamente (Moisés... filho de faraó...), dizia eu que para não ser cegado pelas lumières francesas comecei participar num fórum online da TSF (há uns 20 anos) onde entre muitos assuntos e pessoas discuti com portuguesa que se dizia astrofísica e defendia que se um astróide exterminador estivesse em rota de colisão com a Terra não o revelaria, eu insurgi-me contra e defendo que se deve dizer a verdade às pessoas mesmo quando não a querem ouvir, tipo tem um cancro e vai morrer dentro dum mês.

    Não tenho nenhum segredo guardado nem cápsula do tempo de civilização mais avançada que actual e desaparecida, afinal dizem que a ciência é simplesmente fazer boa observação.

    Boas observações
    Cumprimentos, José Manuel CH-GE

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    1. Caro José Manuel,
      não escondo nada, dentro do que consigo desvelar, e se não avanço mais depressa é porque sinto que não consigo sem ser minimamente claro.
      O que faço mais ambiguamente fica como lembrança, se me vier a lembrar...
      E depois há outro problema. Primeiro, mesmo estando como anónimo desagrada-me estar a centrar em mim este estudo, mas se o livro se abre à minha frente, não vejo como possa deixar de o ler.
      Segundo, há uns tempos falei pessoalmente sobre a questão de considerar que "o objectivo universal era a criação de inteligência, para que o universo se visse a si próprio, com múltiplos observadores conscientes". Assim, havia uma causa de criação humana que vinha do futuro e não do passado.
      O sujeito disse-me então que eu deveria "ficar contente" pois raciocínio semelhante tinha levado à evolução mais significativa da mecânica quântica nos últimos 50 anos... mas adicionou um conselho suplementar. A mesma coisa dita na "terrinha" poderia ter dado direito a uma visita ao psiquiatra.
      Portanto, meu caro, interessa quem diz, quando o diz, e a quem o diz.

      Há uma expressão curiosa que é "espírito santo de orelha"... tem uma conotação muito própria, que é uma crítica implícita à ideia do Pentecostes, ou às suas falsificações. No entanto, a ideia do Pentecostes é importante, porque sugere que poderiam haver revelações sem a necessidade artificial de psicotrópicos e até serem simultâneas a um grupo de pessoas.

      As ideias aparecem a quem aparecem, mas têm que ter o mínimo de verosimilidade. Ou seja, é diferente eu retirar uma ideia da leitura aportuguesada de umas palavras gregas, do que se subitamente eu passasse a ler grego.
      Uma coisa é um presente de casualidade natural, a outra coisa seria um presente de causalidade sobrenatural. Um aceito, o outro não.
      Tudo depende do universo para onde caminhamos...
      Quem opta por psicotrópicos, e outras "ajudas", está a procurar um universo de atalhos... e este é um universo de trabalhos.
      Costuma dizer-se que "a sorte procura-se"... não se tropeça numa teoria, tropeça-se em muitas ideias, mas é preciso ter a base solidificada, para que depois esses tropeções ganhem sentido.

      O que quero dizer, mais claramente?
      Se aceitarmos a causalidade do futuro, então para esse objectivo de compreensão universal bastaria colocar o resultado final no instante inicial e tinha o problema resolvido... esse é o conceito de Deus - Alguém que desde o primeiro instante teria a compreensão global. Só que esse é o caminho do atalho sem trabalho... a que faltaria a compreensão da causalidade do próprio sem conhecimento futuro. É mais complicado, mas o problema não se resolveria, até porque qualquer efectiva instância é sempre incompleta, por razão lógica.
      Por isso, há possibilidade de incorporar ideias de génio, visões de futuro, mas não é por magia, e há limite para o acaso bater sucessivamente à mesma porta. Pode não ser acaso, mas aí tem um problema ainda maior... se fechar as portas ao caos limita o universo a uma ordem mecânica, e cai num mundo de personagens robotizados.

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    2. Meu caro, eu sou muito céptico, mas não fecho o raciocínio às explicações mais evidentes, especialmente quando as coisas me caem em cima. Não deixo de notar coisas muito estranhas. Não deixei de poder entender que o meu pensamento poderia ser previsto, porque entendi exemplos disso. Porém, tudo tem um limite, e quando faço um personagem numa história parecido comigo não o consigo manobrar, porque entro em luta comigo mesmo, vez a vez, como numa partida de xadrez. Sei colocar-me de ambos os lados. Em particular, esse personagem saberia que havia um autor que o estava a condicionar, e denunciaria-o sem problemas, convidando ao papel inverso.

      Claro, quando vamos para universos infantilizados as coisas já se passam de forma diferente, mas o problema é que o futuro dessas lógicas colapsa rapidamente, entrando em solidão, repetição, previsibilidade, absoluto caos ou aniquilação. Só é necessário um universo... os outros são apenas visões do que não funcionou, sendo precisa compreensão para entender porquê. Agora, creio ser óbvio que as coisas não demoraram mais tempo do que o necessário... e por muito que custe aceitar isso, sou forçado a partilhar da ideia de Leibniz, de que este é o melhor possível, no sentido que permitirá a compreensão sustentada em menos tempo... talvez não em menos sofrimento, mas essa medida não parece poder ser tirada no presente.

      Abraços.

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  7. Re: “não escondo nada, dentro do que consigo desvelar, e se não avanço mais depressa é porque sinto que não consigo sem ser minimamente claro”

    Não insinuei que o Alvor encobrisse algo... os licenciados e doutores têm geralmente essa tendência, mas como reitero a ciência é simplesmente fazer boa observação, toda a gente a pode fazer sem abrir o espírito ou o que seja com drogas... o druidismo foi há pouco tempo classificado na GB como religião oficial, não comiam criancinhas nem se drogavam todo o tempo, mas apreciavam as arvores e as energias da natureza, tem o exemplo da senhora da Serra dos Candeeiros que aparecia aos pastores, antes do “milagre” de Fátima, e tanta “lenda” que chegou provavelmente do druidismo até nós, como a arvore de Maio? Quanto ao resto de rever a estória que nos contam é coisa complicada quando só se segue interpretações de textos que não são os originais... eu fico-me por observar pedras, essas não foram censuradas nem queimadas por pastores tipo Moisés e outros.

    Não recomendo o uso de aberturas de cápsulas do conhecimento pela via de drogas, nem por espiritismo, são vias tortuosas que podem levar ao manicómio, mesmo que grandes obras façam os praticantes acabam mal física e mentalmente.

    Só quis dizer que os portugueses estão ainda ligados ao druidismo sem o saberem.

    Boa continuação
    Cumprimentos, José Manuel CH-GE

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    1. Estou de acordo, José Manuel, a influência dos drudas não saiu da zona galaico-portuguesa, basca-occitana e também bretã-galesa.
      Nota-se... ou pelo menos, eu noto, e tenho dificuldade em explicar isso, uma certa transcendência linguística, que vai para além de quaisquer "ajudas" psicotrópicas... sempre esteve presente na língua portuguesa e vê-se também na inglesa. Não é apenas pela parte latina comum... essa existe, e ao que parece foi puxada até à exaustão... é pelas pequenas diferenças que se notam muito mais no inglês e português do que no francês ou espanhol - mas também pode ser mera razão de sintonia casual. Creio que na época medieval houve um apuramento disso, talvez com intenção diversa, de despiste, mas o resultado final pareceu-me transcender a intenção dos alteradores... e surge mesmo em termos actuais.
      Há inúmeros exemplos, chamados trocadilhos, mas que são muito mais que isso... e tenho usado aqui alguns.

      O refinamento vai ao ponto geométrico das letras, da junção das letras em sílabas, tudo tem significado, vários significados - nem sempre os vemos.
      É claro que quem não quiser não vê... mas não deixa de ali estar para ser visto.
      Um exemplo, dos inúmeros que já fiz - "aviso" - "a viso" - "a vi só", "avisei" - "a visei" - "a vi sei".
      Outro - "palavra" - "pá lavra", "apalavrar" - "a pá lavrar", que se relaciona com a "cultura".
      Tudo casual?, mas há outra que não é - temos a conjugação de "ser" e "ir" igual no passado - "fui, foste, foi, fomos, fostes, foram".
      Sobre este tema: "opio" - "o pio", com duplo significado no "pio" de casto ou "pio" de piar.
      Enfim, é até difícil fazer isto, porque as palavras sucedem-se... é só começar a decompor, sílaba a sílaba - "si lava" a "si lava".

      Há ainda outras de indicação histórica, usamos "Gregos" mas eles gostam de se chamar "Helenos"...
      Basta ver que "agregar" vem de juntar o rebanho "grex" ou "grey"... portanto este nome parece sugerir os gregos como rebanho!
      Mesmo o nome "aries"-carneiro é próximo de "arianos"...
      Pior ainda é no caso da língua inglesa relativamente aos eslavos... "slavs" é demasiado próximo de "slaves".

      É claro que tudo pode passar por trocadilhos ou casualidade... mas não estará uma coisa ligada à outra? O que passou por ser ambíguo para satisfazer piadas cortesãs, serviu ao mesmo tempo para abrir a caixa doutras relações que se formavam por isso mesmo. É claro que haverá o esforço de impor que umas são raízes válidas e outras inválidas... mas a diferença é que umas são bem sabidas e as outras são surpresas.
      Isto deve ter sido sinalizado há muito. É especialmente curioso ouvir uma criança dizer "eu ovo" em vez de "eu ouço"... ou seja, isso aponta para um esforço de irregularidade, não natural. Porém, sem grande esforço, habituamo-nos a todas as irregularidades... encaixamos um formato que nos soa bem, e isso significa algo - não necessariamente que fomos formatados só pela cultura, mas por algo mais que isso, que está já nos genes linguísticos.

      E tem toda a razão, basta olhar melhor para a natureza, para os animais, para ver que há muita comunicação... perdemos foi a capacidade de a entender minimamente, e isso ocorreu certamente mais nas cidades do que no campo. Agora é preciso é não centrar em nós, e em situações isoladas, como a dos pastores, há a tendência de entender tudo como comunicação consigo.

      Abraço.

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  8. Bom dia!

    (“milagre” de Fátima, e tanta “lenda” )

    Eu não sou chamado para aqui e gostaria de partilhar o seguinte: A Drª Fina D'Armada e o historiador português Joaquim Fernandes, publicaram um livro em 2002 intitulado “Fátima nos Bastidores do Segredo” desmistificando os acontecimentos de 1917, chegando à conclusão de que tudo se relacionou com uma intervenção extraterreste, já que o que se passou na serra de Ourém no dia 13 de Outubro daquele ano tem todos os ingredientes de um avistamento de um OVNI e não o Sol que ‘bailou’ para 70.000 pessoas na Cova da Iria.A descrição segundo documentos da época revelam isso mesmo, pois a investigadora Fina D’Armada era bolsista do Instituto Nacional de Investigação Científica e podia consultar os arquivos secretos do Santuário de Fátima que são inacessiveis ás próprias entidades religiosas. Assim, quanto ao fenómeno denominado “Milagre do Sol” se lê o seguinte:

    "Chovera a cântaros naquele dia, e, ainda chuviscava quando, ao entardecer, no instante em que a 'Senhora' se elevava, Lúcia gritava: “Olhem para o sol”! As nuvens se entreabriram e descortinaram o sol. Mas era um sol estranho, achatado, com um contorno bem definido, que mais parecia um imenso disco de prata. Brilhava com uma intensidade jamais vista, mas não ofuscava nem cegava.

    O disco começou a “bailar” e, qual gigantesca roda de fogo, girava rapidamente. Imobilizou-se por alguns instantes para recomeçar a girar vertiginosamente sobre si mesmo. Suas bordas tornaram-se escarlates e deslizou como um redemoinho, espargindo chamas de fogo. Jorrava cascatas de luzes verdes, vermelhas, azuis e violetas, de variadas tonalidades, que se reflectiam no solo, nas árvores, nos arbustos, nas roupas e nas próprias faces das pessoas. Animado por um movimento louco, o globo de fogo tremulou e sacudiu antes de precipitar-se em 'zigue-zague' sobre a multidão que, apavorada, esboçou gestos de pânico. Era como se o fim do mundo houvesse chegado.

    O disco então parou por alguns minutos como se concedesse um intervalo de descanso, para logo em seguida recomeçar os movimentos e emitir luzes flamejantes. Após nova pausa, a dança recomeçou, tão gloriosa, quanto antes. O “milagre do sol” durou um total de 12 minutos, no fim dos quais muitos notaram que suas roupas, encharcadas pela chuva, haviam secado completamente, assim como o chão"... “

    Entre os mesmos documentos estão também testemunhos recolhidos pelo padre da freguesia local que escutou as primeiras declarações dos pastorinhos e ficou convencido que as aparições (de Maio a Outubro) em Fátima, nada tinham a ver com a “Virgem Maria”. De resto, a descrição que os pastorinhos fizeram da “senhora luminosa” que surgiu à sua frente media apenas um metro e meio de altura e vestia um fato branco e dourado que não chegava aos pés. A roupa tinha costuras ao longo do corpo como se fora acolchoada e estava coberta com uma capa branca e levava uma esfera à altura do peito, que mais tarde a Igreja imaginaria o ‘Sagrado Coração de Maria’.

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  9. Nas suas primeiras declarações, os pastorinhos descreviam mesmo a entidade como uma “senhora” de grande beleza, com olhos pretos, que falava sem mexer os lábios e também não mexia os pés ao deslocar-se quando baixava até ao local da aparição. Ainda que a história oficial da Igreja não o refira, a Drª Fina D'Armada encontrou também, nos documentos antigos, uma referência feita a uma quarta vidente, de nome Carolina Carreira, filha de Maria Carreira, uma pessoa importante na história das aparições responsável pela construção da capela na Cova da Iría. Carolina diz que teve um encontro com "uma criança" que parecia ter uns 9 ou 10 anos que se comunicou com ela sem falar, pois era como “uma voz que vinha dentro de mim", dizia.

    Entre os documentos consultados por Fina D'Armada, existem numerosos testemunhos sobre o fenómeno do dia 13 de Outubro de 1917. Antes dele ocorrer, foram vistos pequenos objectos luminosos, conhecidos hoje como Foo-Fighters, e um deles inclusivamente golpeou na cabeça uma irmã de Carolina Carreira. Também foi observado um globo prateado, um objecto em forma de escada e "nuvens" que iam em direcção contrária ao vento.

    Quanto ao "fenómeno solar", muitas testemunhas falavam de um “disco luminoso” (de metal ou vidro) que se interpôs confundindo-se com o “Sol” mas era transparente e dentro dele se observaram três seres, que foram depois interpretados (pela Igreja) como sendo a "Sagrada Familia". Um dos três ocupantes foi visto com o braço estendido e isso foi interpretado como uma “benção de São José”.

    Hoje é possivel analisar tudo isso sob uma perspectiva diferente, livre de ideias e fantasias religiosas, sendo facto que o próprio Papa Bento XVI já admite a existência de Civilizações superiormente evoluidas no seio do Cosmos que conhecem bem o que se passa aqui na Terra.

    Numa noticia insólita, publicada em Maio de 2008 pela Reuters (uma Agência Internacional), o Vaticano admite finalmente a existência de vida inteligente noutros Planetas. Este reconhecimento oficial da Igreja Católica no século XXI tem a ver com as descobertas e afirmações do padre José Gabriel Funes, Director do Observatório astronómico Specola Vaticana, que afirmou um dia:

    “Deus pode ter criado seres inteligentes em outros planetas do mesmo modo que criou a Terra e os homens”. E mais concluiria que... “possíveis habitantes de outros planetas devem ser considerados como nossos irmãos”, falando de S. Francisco de Assis que tratava todas as criaturas do Universo por 'irmãos’. O astrónomo Funes considera também que um ser de outro planeta (qualquer que seja seu aspecto) é um nosso 'irmão extraterrestre'.

    Este cientista católico, reafirma ainda que o reconhecimento oficial da Igreja pela aceitação de vida inteligente noutros Planetas não afasta a ideia de Deus, antes pelo contrário, pode até aproximar ainda mais porque "abre o coração e a mente" para o Universo e "ajuda a colocar a vida das pessoas na perspectiva certa".

    Desculpem....

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    1. Obrigado, Paulo.
      Esse apontamento sobre Fátima enquadra-se dentro da conversa, e dificilmente se pode enquadrar como episódio de alucinação individual, já que foi partilhado por muitos milhares de pessoas.
      Sobre as interpretações disso... pois há muitas teorias, informação e contra-informação.
      No facebook havia uma pessoa que tinha um bom dossier sobre o assunto. Incluía uma notícia, um pré-aviso das aparições, saído nos jornais, ainda antes de Maio de 1917...
      Havia à época um interesse político - a República maçónica estava com uma missão de erradicar a religiosidade popular, e a Igreja portuguesa tentava reagir... é difícil separar as coisas, e até essa notícia de jornal pode ter sido forjada depois com o objectivo de apontar o assunto como um complot da Igreja.
      Perante população menos informada seria fácil simular alguns eventos... lembremo-nos que em 1917 já aviões combatiam na Grande Guerra, e havia zepelins em muitos lados. No entanto, em Outubro foram mesmo cientistas da Univ. Coimbra, e o seu relato parece apontar para algo além disso.
      De qualquer forma, a tecnologia poderia ser superior ao que era mostrado em Guerra... houve muita coisa ocultada, basta lembrar do que Tesla afirmaria ser possível para fenómenos electromagnéticos - faziam-se muitas experiências.
      Já escrevi sobre isso:
      http://odemaia.blogspot.pt/2011/05/o-halo-de-ourem.html
      ... e não tenho muito mais informações.

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  10. Boa noite a todos!

    Algo deve ter acontecido em Fátima...Esse ser faz-me lembrar os tão conhecidos "cinzentos",os maus da fita,que Hollywood fez tantos filmes. É só trafulhice... recorda-se de ter falado,já alguns dias,que a Biblia é uma trafulhice? Pois bem,olhem o que o actual Papa falou....‘Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais’, diz o Papa Francisco.

    http://jornaldehoje.com.br/nao-ha-fogo-inferno-adao-e-eva-nao-sao-reais-diz-o-papa-francisco/

    É uma luta de control de massas... mentalidades mundam e toca a mudar as agulhas!
    Andam a esconder a tecnologia super evoluida com decadas,dava-lhe razão e agora ainda mais lha dou...

    http://www.youtube.com/watch?v=p3d7w37RAvQ
    http://www.military.com/video/aircraft/military-aircraft/tr-3b-aurora-anti-gravity-spacecrafts/2860314511001/

    Esse objeto fez show em varios jornais e televisões na Belgica nos anos 80,se nao estou em erro.
    Contudo nós vivemos em um bairro que se chama sistema solar e de uma,imensa,cidade que é a Via lactea que faz parte milhões de cidades que são as Galaxias!

    Penso que não há mais para descobrir de Fatima.

    Obrigado e boa semana.

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    1. Re: “Penso que não há mais para descobrir de Fatima”

      Raios e coriscos para os fatmidas... com as suas moiras encantadas, mais romanos e outros tantos católicos que antes até os dólmen aproveitaram para fazer igrejas na Serra dos Candeeiros, tem lá muita coisa mais interessante a descobrir que o milagre e histeria colectiva da Cova da Iria (a santa aldrabice católica) tem a descobrir das pegadas dos dinossauros aos fósseis e uma gruta da fertilidade mais umas 1500 outras, a montanha em si mesmo é um enigma geológico, tem 5 rios que lá nascem para os que dizem que sem a Espanha ao lado morriam de sede sem o Douro e o Tejo, até tem um arco do triunfo mas não sei quem triunfou, certamente a aldrabice, mas francamente desde quando é que ET’s estão interessados em contactar com uma espécie tão macacoide como a nossa que tem o dom da megalomania e submissão esquizofrénica ao mesmo tempo!?

      Não é difícil de comparar a manipulação ao longo dos tempos:
      “No cabeço de Turquel, a Este, próximo da Serra dos Candeeiros, conta-se que iam amiudadamente duas jovens pastoras com os seus rebanhos, e lhes aparecia uma moura encantada que pedia que trouxessem bolos sem sal (outros diziam ázimo ou bilhas de leite) sendo satisfeita prontamente. Grata pelas provas de estima, a moura doou a cada uma delas um vaso de barro cuidadosamente tapado e recomendou-lhes que não o abrissem senão no fim de 3 luas passadas. Uma delas não se conteve e, destapando o seu vaso, deparou com terra (outra versão diz carvão). Aquela que dominou a sua curiosidade abriu oportunamente o vaso, e couberam-lhe reluzentes peças de ouro.”

      Outros tempos e passaram de vasos de ouro a envelopes com segredos da treta, muita ovelha e carneiro que não pode viver sem pastor, ambas não sabem que no fim vão ser comidas enganada.

      Sobre druidas vai-se encontrando coisas interessantes:
      (...) Eram segundo os romanos um povo guerreiro por natureza e segundo os gregos eles não possuíam escravos, fato impar naquela época e não haviam analfabetos
      (...) Caius Julius Caesar, ou Júlio César, se deu ao trabalho de registar a história de sua guerra para conquistar a Gália (Portugal, Espanha, França, Holanda; norte da Itália, Romênia) e Bretanha (Inglaterra, Irlanda, Escócia), em sua obra Comentários, nela ele conta que após várias derrotas em suas batalhas, percebeu que haviam os druidas guerreiros
      (...) César registou: "...E existe um grupo de druidas que observavam e comandavam a batalha, então um grupo especial tinha a missão de matá-los, mas ao se aproximar para golpear, eles olhavam nos olhos do agressor e não diziam nada e caiam no chão sem reagir e sem expressar qualquer medo perante a morte, pois possuíam a concepção de que se encontrariam em outra vida..."
      (...) “Certo mesmo é que a influência dos druidas deve ter sido considerável, pois três imperadores romanos tentaram extingui-los por decreto como classe sacerdotal num prazo de 50 anos - sem sucesso. O primeiro foi Augusto, que impediu os druidas de obter a cidadania romana. Em seguida, Tibério baixou um decreto proibindo os druidas de exercerem suas actividades e, finalmente, Cláudio, em 54 d.C., extinguiu a classe sacerdotal. Certo mesmo é que, 300 anos mais tarde, os druidas ainda continuavam a ser citados por autores como Ausonio, Amiano Marcelino e Cirilo de Alexandria, como uma classe social de extrema importância e respeitabilidade.”

      Boas leituras, cumprimentos, José Manuel CH-GE

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